Economia Cresce 1,8% e a Fatura da Luz Cresce Ainda Mais Depressa

O Banco de Portugal confirmou a previsão de crescimento de 1,8% para este ano, mas reviu em alta a inflação, atribuindo o ajuste à pressão dos preços da energia, um eufemismo elegante para dizer que a fatura vai continuar a subir mais depressa do que os salários.

O Mamado recebeu a fatura da eletricidade na mesma semana da boa notícia macroeconómica e não conseguiu casar os dois números. «Se a economia está mesmo a crescer 1,8%, esse crescimento anda a evitar-me deliberadamente. Já verifiquei o contador três vezes e ele continua do mesmo lado», ironizou.

Os analistas do sector energético justificaram a subida com fatores internacionais fora do controlo nacional, a explicação que se repete, quase palavra por palavra, sempre que alguém pergunta a quem se deve a conta mais alta.

O relatório não inclui, como seria de esperar, nenhuma data para quando é que o crescimento da economia se torna visível para quem a faz crescer a trabalhar.