O debate do Estado da Nação foi dominado pela correção digital dos exames nacionais, depois de problemas técnicos terem atrasado os resultados até quase ao limite do prazo, com 99,5% das provas corrigidas em cima da hora. O primeiro-ministro recusou o termo «caos» usado pela oposição, preferindo «perturbações pontuais», uma distinção semântica que não devolveu a ninguém as semanas de ansiedade.
O Mamado achou a diferença entre as duas palavras irrelevante para quem esperou pela nota para se candidatar à faculdade. «Caos ou perturbação, quem estava à espera do resultado teve a mesma experiência: nervos, atraso e um Governo a discutir vocabulário em vez de soluções», resumiu.
A falta de água em Almada, também discutida no debate, ficou em segundo plano face à polémica dos exames, apesar de continuar exatamente tão por resolver como antes do debate começar.
O Governo prometeu rever o sistema para o próximo ano letivo, promessa que se junta a outras revisões anunciadas em anos anteriores para o mesmo sistema, cada vez mais revisto e cada vez mais igual.