O Mamado é o alter-ego satírico que todos precisávamos mas ninguém pediu. Com o cabelo laranja permanentemente em pânico, os olhos esbugalhados de quem lê as notícias às 7 da manhã e uma camisola às riscas verde e roxo que nunca foi lavada, o Mamado comenta o país tal como ele é: uma comédia de erros com boa gastronomia.
As notícias acumulavam-se e a resposta séria já ninguém ouvia. O Mamado apareceu para comentar o que os outros comentam com gravidade a mais. Não tem partido, não tem agenda. Tem é muito pouca paciência para comunicados de imprensa.
O que irrita o Mamado
Orçamentos aprovados que ninguém percebe como foram financiados. Declarações que entram em contradição a meio da mesma frase. Notícias sobre o custo de vida assinadas por quem nunca viu uma conta de electricidade. E depois há o resto, que chega todos os dias sem aviso.
Para que serve isto
A sátira raramente muda alguma coisa. Mas ajuda a aguentar o noticiário. O mama.do pega num facto real, estica-o até ao limite do razoável, e observa até onde vai antes de alguém notar. Portugal não cobra por esse serviço.
Perguntas que alguém há de fazer
Isto é verdade?
Não. Se pareceu verdade, é porque a realidade anda a exagerar.
Posso processar o mama.do?
A sátira tem protecção legal em Portugal. Há causas muito melhores para gastar dinheiro em advogados.
Quem escreve isto?
Alguém que lê notícias a mais e percebeu que rir dói menos do que gritar para o ecrã.
Posso sugerir um tema?
Sim. Se for absurdo ou verdadeiro a um nível acima do normal (a distinção tem ficado cada vez mais difícil de traçar), pode aparecer por aqui.
Contacto
Para questões sérias (se existirem): mamado@mama.do