O preço médio dos combustíveis ultrapassou os dois euros por litro, tanto no gasóleo como na gasolina. O executivo respondeu garantindo que está «a acompanhar de perto a evolução dos preços», frase que, traduzida, significa observar sem intervir, como quem vê a casa arder e regista a hora.
O Mamado, que enche o depósito uma vez por semana, fez as contas ao final do mês e não gostou do resultado. «Já paguei mais em gasóleo do que na renda da garagem. A única coisa que subiu mais foi a minha paciência com este Governo, e isso nem imposto tem», resumiu.
O Governo recordou que os preços dependem de fatores internacionais e que a carga fiscal nacional «representa apenas uma parte» do preço final, sem nunca dizer qual parte, num exercício de transparência muito ao estilo da casa.
Os dois euros, atingidos esta semana pela primeira vez em meses, deverão ser discutidos no próximo Conselho de Ministros, marcado, como sempre, para depois de a subida já estar feita e paga.